terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para que serve a raiz quadrada?

      Esta pergunta me foi feita por um aluno de 6º série. E acredito que, juntamente com esta, muitas outras interrogações povoam a cabeça deste e da maioria dos estudantes. Isso me fez refletir sobre os conteúdos ensinados na escola. Metade do que nos é transmitido durante anos e anos das nossas vidas são descartados; ou seja, decoramos o exigido apenas para “passar” de ano ou para realizar uma prova, algumas horas depois já esquecemos tudo e isso não nos fará falta alguma.
     Alguém, que não seja especialista em alguma ciência exata, se lembra de ter usado, pelo menos uma vez, os valores de “Pi” ou uma “equação completa do 2º grau”, ou ainda, a “soma dos quadrados do cateto” com alguma coisa da tal “hipotenusa” que reprova um “montão” de gente?
    E na Língua Portuguesa, alguém já saiu por aí classificando as “orações coordenadas sindéticas”, os “verbos transitivos” e o “pretérito mais-que-perfeito” ?
     Para não dizer que estou de marcação apenas com essas duas disciplinas, posso ficar aqui o dia inteiro dando outros exemplos: você já perguntou para sua namorada se ela é “Aa ou Xx”? Quando pega numa enxada, já parou para pensar se é “braço de força ou braço de resistência”? E a capital do Kazaquistão, você sabe qual é, ou melhor, onde fica isso? Você se lembra o ano em que aconteceu a 1º viagem de Vasco da Gama (não é o time do Rio de Janeiro)?
     Parece brincadeira, mas não é! Se nos preocupássemos em aprender e ensinar conteúdos significativos, que realmente tivessem utilidade prática e deixássemos esses tipos de conteúdos para quem quer se especializar em cada área (isso seria em cursos profissionalizantes e nos cursos superiores), poderíamos estar adquirindo outros  conhecimentos não menos relevantes.
     Poderíamos, por exemplo, estar aprendendo a escrever bem, a realizar as quatro operações necessárias para qualquer atividade da vida, a pesquisar e produzir ciência (invenções), a entender o mundo globalizado através de intercâmbio, a exercer a cidadania conhecendo e fazendo cumprir as leis, a reivindicar com consciência crítica e a argumentar com fundamentações.
    Bem, quanto ao meu aluno, eu que não sou professora de matemática e nem nunca ninguém me disse o significado do termo em questão – e isso não influenciou em nada a minha vida, olhei para a cara dele e para o restante da turma e perguntei:
Alguém sabe para que serve a raiz quadrada?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pense nisso...

Verdades da Profissão de Professor


Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data (15 de outubro) é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Do dia...

"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra". (Anísio Teixeira)



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ufaa!!!

 Depois de alguns contratempos, conseguimos realizar a nossa atividade de Artes sobre o Folclore, a qual começamos na semana passada. As crianças adoraram os resultados. E eu, mais ainda!!






Olha a cara de felicidade deles!!

domingo, 28 de agosto de 2011

Pense nisso...


      É muito difícil equilibrar controle e liberdade, autoritarismo e afetividade. Em grupos grandes a tendência é a olhar mais a norma do que as pessoas, a regra do que as circunstâncias. Os limites são importantes, mas a relação pedagógica afetiva é fundamental. Aprendemos mais e melhor quando o fazemos num clima de confiança, de incentivo; quando estabelecemos relações cordiais com os alunos, quando nos mostramos pessoas abertas, afetivas, carinhosas, tolerantes e flexíveis, dentro das regras organizacionais. Pela educação podemos ajudar a desenvolver o potencial que cada pessoa tem, estimulando suas possibilidades e diminuindo suas limitações. Um caminho importante é mostrar atitudes de compreensão e estar atentos para superar a intolerância, a rigidez, o pensamento único, a desvalorização dos menos inteligentes, dos fracos, dos problemáticos ou “perdedores”.
   Praticar a pedagogia da inclusão de todos e de todas as formas. A inclusão não se faz somente com os deficientes, ou com os marginalizados. Dentro da escola muitos alunos se sentem excluídos pelos professores e colegas. São excluídos pelos professores, quando nunca falam deles, quando não lhes dão valor, quando são ignorados sistematicamente. São excluídos quando falam com e dos mesmos e descuidam os demais. São excluídos quando exigem de pessoas com dificuldades intelectuais, emocionais e de relacionamento, os mesmos resultados.
   Há uma série de obstáculos para superar: a formação intelectual que valoriza mais o conteúdo, o intelecto, a razão. Professores e gestores frequentemente possuem uma formação emocional, afetiva deficiente. Por isso, tendem a enxergar mais os erros que os acertos. Salários baixos e falta de reconhecimento também dificultam o equilíbrio emocional, a auto-valorização, a boa auto-estima.
   Por isso, ao mesmo tempo que se implantam políticas efetivas de valorização profissional, é importante organizar atividades, cursos e programas com gestores e professores para que todos desenvolvam a autoconfiança, a auto-estima. Gestores acolhedores facilitam muito o clima emocional da escola. Profissionais valorizados se sentem melhor e contribuem mais.
    Para que os alunos tenham certeza do que comunicamos, é extremamente importante que haja sintonia entre a comunicação verbal, a falada e a não verbal, a comunicação gestual, a que passa pela inflexão sonora, pelo olhar, pelos gestos corporais de aproximação ou afastamento. As pessoas que tiveram uma educação emocional mais rígida, menos afetiva, costumam ter dificuldades também em expressar suas reais intenções, em comunicar-se com clareza. Falam de forma ambígua, utilizam recursos retóricos como a ironia, o duplo sentido, o que deixa confusos os ouvintes, sem conseguir decifrar o alcance total das intenções do comunicador.
   Os educadores que gerenciam bem suas emoções transmitem equilíbrio, tranqüilidade e objetividade. Falam com tom calmo, e quando discordam, o fazem sem agredir nem humilhar. Os alunos captam claramente as mensagens e mesmo quando não concordam, manterão o vínculo afetivo, o relacionamento e continuarão abertos para novas mensagens.
   As pessoas equilibradas, abertas, nos encantam. Antes de prestar atenção ao significado das palavras, prestamos atenção aos sinais profundos que nos enviam, de que são pessoas compreensivas, confiantes e abertas a novas experiências e idéias. José Manuel Moran

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Refletindo...



"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."

Paulo Freire 






É importante a vontade de aprimorar o conhecimento: Tudo é motivo para aprendizagem e crescimento. Nunca perca a curiosidade e a vontade de progredir, independente de sua idade.