quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mural


Hoje não poderia deixar de postar um mural com fotos da atividade feita com os alunos do 6º ano sobre Tarsila do Amaral. Após uma discussão sobre vida e obra dessa  artista brasileira, entreguei uma folha em branco, escrevi o nome de duas pinturas feita por ela e pedi que imaginassem como eram e desenhassem no papel. Depois de prontos, entreguei o desenho das verdadeiras obras para que pintassem e comparessem as duas. O resultado ficou ótimo. Elas se surpreenderam com os desenhos. Adorei o resultado final!


















quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vinte dicas para quem Pretende trabalhar ou trabalha Com Educação Infantil

Sendo a Educação Infantil a fase inicial da vida escolar da criança, necessário se torna que os profissionais envolvidos neste processo - especialmente educadores - apresentem aspectos condizentes à realidade  em questão. Certas características devem ser observadas ao se contratar este profissional e eticamente falando - ao assumir a responsabilidade de se trabalhar com crianças. Foram elencadas abaixo vinte dicas e características que um profissional deve ter  para realizar  um trabalho prazeroso e significativo com crianças pequenas,
 
1- GOSTAR DE CRIANÇAS, é  imprescindível que o profissional goste de crianças , afinal nesta fase elas exigem paciência e amor  a todo momento. Pressupõe-se que quem gosta de crianças, goste também de trabalhar com elas. O trabalho com pequenos requer disposição, carinho, responsabilidade e uma energia imensa proviniente somente de quem gosta do que faz.
2- AGILIDADE é uma característica de peso considerável, pois a criança corre, pula, caí, levanta, descarrega energia e se envolve em situações  repentinas de risco, onde a agilidade do profissional pode evitar acidentes graves com os pequenos.
3- BOM PREPARO FÍSICO, nesta fase a maioria das  brincadeiras são realizadas no chão, em rodas de conversa ou em círculos programados para as atividades, para tanto o profissional necessita de boa disposição física para sentar, levantar, pular, engatinhar, enfim participar de todas as atividades que propõe à criança. Além do que, os pequenos adoram presenciar adultos executando as mesmas atividades que eles.
4- SER ÉTICO, assuntos relacionados à instituição e suas famílias devem ser preservados. Nesta fase é comum crianças comentarem intimidades das famílias - estes casos ajudam os profissionais a conhecerem a realidade de vida da criança -  e também alguém da família procurar apoio , confiando seus problemas a pessoas que trabalham na Instituição.  Todavia, estes fatos  somente poderão ser comentados em casos extremos- a pessoas especializadas ( Pedagogos, Psicopedagogos, Psicólogos e Assistentes Sociais) e com a aprovação da Equipe dirigente da Instituição. Tratar aos colegas com respeito e cordialidade, evitando brincadeiras desnecessárias e abusivas, afinal a criança observa o professor e o imita a todo momento.
5- SABER OUVIR OS RELATOS INFANTIS, nestes momentos o profissional poderá detectar possíveis problemas de várias naturezas, pelos quais a criança poderá estar passando - ou até mesmo sobre sua personalidade. 
6- SER FIRME E AMÁVEL AO MESMO TEMPO, a criança testa o adulto a todo instante e quando percebe que está vencendo, se torna indiscilplinada e resistente às regras de convivência. Porém, a amabilidade deve ser cultivada, assim a criança se sentirá segura, afinal está em um ambiente onde todos são estranhos a ela. Então, caberá ao educador conciliar ambos aspectos, ponderando suas atitudes e conscientizando a criança sobre seus deveres, sempre que necessário.
7- RECEBER BEM OS PEQUENOS E SEUS FAMILIARES, os pais precisam se sentir seguros em relação ao local e às pessoas em que estão confiando seus filhos. Portanto, o profissional deve recebê-los sempre com cordialidade, esclarecendo suas dúvidas, tranquilizando-os em seus anseios, se disponibilzando a atendê-los quando necessitarem  e  utilizando estratégias que motivem  a criança a gostar de ir para a  instituição.
8- SER CRIATIVO, o planejamento pedagógico deverá nortear o trabalho do educador, todavia, poderá ser alterado sempre que a atividade proposta não estiver despertando o interesse da turma, para isso o profissional deverá ser criativo e  tornar a atividade em questão mais prazerosa ou até mesmo lançar mão de outra atividade. Elaborar um plano de aula focado em situações cotidianas das  crianças ou da Instituição, encontrando ou criando músicas, histórias, jogos, atividades  e brincadeiras que enfatizem o tema do planejamento é uma ótima estratégia para um trabalho diversificado.
9- QUERER APRENDER, a todo momento surgem fatos inesperados quando o assunto é criança, e nem sempre o profissinal está preparado para resolver tudo o que acontecer, portanto, deverá ter humildade para pedir ajuda e querer aprender com os mais experientes.
10- UTILIZAR ROUPAS ADEQUADAS, caso a instituição não adote uniforme, o ideal é camiseta e calça de malha ou jeans - mais largo - para não prejudicar o desempenho das atividades, e tênis ou sandálias rasteirinhas. Roupas decotadas, saias, sandálias de salto, roupas apertadas, transparentes, miniblusas ou tomara que caia devem ser evitados, pois além de inibir o trabalho do profissional, desperta a tenção de pais, colabores, profissionais e demais pessoas envolvidas no processo.
11- NÃO DEIXAR AS CRIANÇAS SOZINHAS, ter consciência de que as crianças não podem ficar sozinhas em nenhum momento, caso tenha necessidade de se ausentar do espaço onde se encontra com a turma, peça a uma criança que chame outro profissional para assumir seu lugar temporariamente. Um segundo sozinhas, os pequenos cometem atitudes inesperadas.
12-  JAMAIS DÊ AS COSTAS ÀS CRIANÇAS, ao falar com alguém na porta da sala - ou em qualquer outro espaço - jamais dê as costas às crianças, em fração de segundos acontecem muitos problemas sem que o educador esteja vendo.
13- TRABALHAR SEU TOM DE VOZ, não falar em tom áspero, irônico e  volume alto - assim a criança só compreenderá suas solicitações quando as mesmas forem feitas com gritos. O ideal é manter um tom baixo e calmo, todavia caso haja necessidade de uma alteração, que não haja grito e sua mudança na tonalidade da voz..
14- GOSTAR DE MÚSICA, nesta fase a musicalização é muito utilizada. O profissional deverá gostar, conhecer e querer aprender mais e mais músicas, de preferência acompanhadas de gestos que ajudam muito no desenvolvimento infantil.
15- SABER CONTAR HISTÓRIAS, sim pois contar histórias não é ler o livro - é contar com emoção, despertando a curisidade e a imaginação da criança.
16- CONHECER AS ÁREAS DO CONHECIMENTO A SEREM TRABALHADAS: Racíocinio lógico matemático, Linguagem oral e escrita, Psicomotricidade, Áreas Perceptivas,  Conhecimento Social, Áreas de expressão artística e cultural, Valores Humanos,Religiosidade, Consciência Ecológica e Conhecimento físico - elaborando seu plano de aula enfatizando todas as áreas.
17- LER E EXECUTAR A PROPOSTA PEDAGÓGICA E O REGIMENTO DA INSTITUÇÃO,   assim  o trabalho do profissional terá embasamento teórico e sustentabilidade pedagógica. 
18- SABER ELABORAR PROJETOS DE AÇÃO PEDAGÓGICA envolvendo temas atuais, o trabalho com projetos  facilita o trabalho do educador, porém, estes projetos devem ser executados com criatividade envolvendo temas de interesse das crianças e ao mesmo tempo objetivando uma conscientização sobre o tema proposto. Os projetos devem ser constantemente avaliados, caso contrário, não terão significado ao processo educacional.
19- DECORAR E REDECORAR O AMBIENTE SEMPRE QUE NECESSÁRIO, os olhos da criança se cansam com facilidade de determinadas decorações, para evitar esta situação, o ideal é utilizar cores claras, tons pastéis e desenhos acompanhados de paisagens, passarinhos, vales, árvores e flores, pois acalmam os pequenos.
20- RESERVAR UM ESPAÇO NA SALA PARA EXPOSIÇÃO DAS PRODUÇÕES DAS CRIANÇAS e convidar os demais profissionais da Instituição, bem como os familiares dos pequenos, para visitarem a exposição de trabalhos delas. Pode-se colocar um nome na exposição e um pseudônimo para o autor da obra. Expor trabalhos nos corredores de entrada da Instituição -  de forma criativa, sempre identificados e relatando os objetivos- também apresenta bons resultados.
 
É importante ressaltar que  não há receita pronta para se trabalhar em nenhum nível educacional, mas a troca de experiências tem garantido excelentes resultados aos profissionais. Entretanto, a chave do sucesso de qualquer trabalho consiste em gostar do que faz. Quando se faz o que se gosta, as barreiras se tornam transponíveis e as amarras mais frouxas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para que serve a raiz quadrada?

      Esta pergunta me foi feita por um aluno de 6º série. E acredito que, juntamente com esta, muitas outras interrogações povoam a cabeça deste e da maioria dos estudantes. Isso me fez refletir sobre os conteúdos ensinados na escola. Metade do que nos é transmitido durante anos e anos das nossas vidas são descartados; ou seja, decoramos o exigido apenas para “passar” de ano ou para realizar uma prova, algumas horas depois já esquecemos tudo e isso não nos fará falta alguma.
     Alguém, que não seja especialista em alguma ciência exata, se lembra de ter usado, pelo menos uma vez, os valores de “Pi” ou uma “equação completa do 2º grau”, ou ainda, a “soma dos quadrados do cateto” com alguma coisa da tal “hipotenusa” que reprova um “montão” de gente?
    E na Língua Portuguesa, alguém já saiu por aí classificando as “orações coordenadas sindéticas”, os “verbos transitivos” e o “pretérito mais-que-perfeito” ?
     Para não dizer que estou de marcação apenas com essas duas disciplinas, posso ficar aqui o dia inteiro dando outros exemplos: você já perguntou para sua namorada se ela é “Aa ou Xx”? Quando pega numa enxada, já parou para pensar se é “braço de força ou braço de resistência”? E a capital do Kazaquistão, você sabe qual é, ou melhor, onde fica isso? Você se lembra o ano em que aconteceu a 1º viagem de Vasco da Gama (não é o time do Rio de Janeiro)?
     Parece brincadeira, mas não é! Se nos preocupássemos em aprender e ensinar conteúdos significativos, que realmente tivessem utilidade prática e deixássemos esses tipos de conteúdos para quem quer se especializar em cada área (isso seria em cursos profissionalizantes e nos cursos superiores), poderíamos estar adquirindo outros  conhecimentos não menos relevantes.
     Poderíamos, por exemplo, estar aprendendo a escrever bem, a realizar as quatro operações necessárias para qualquer atividade da vida, a pesquisar e produzir ciência (invenções), a entender o mundo globalizado através de intercâmbio, a exercer a cidadania conhecendo e fazendo cumprir as leis, a reivindicar com consciência crítica e a argumentar com fundamentações.
    Bem, quanto ao meu aluno, eu que não sou professora de matemática e nem nunca ninguém me disse o significado do termo em questão – e isso não influenciou em nada a minha vida, olhei para a cara dele e para o restante da turma e perguntei:
Alguém sabe para que serve a raiz quadrada?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pense nisso...

Verdades da Profissão de Professor


Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data (15 de outubro) é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Do dia...

"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra". (Anísio Teixeira)



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ufaa!!!

 Depois de alguns contratempos, conseguimos realizar a nossa atividade de Artes sobre o Folclore, a qual começamos na semana passada. As crianças adoraram os resultados. E eu, mais ainda!!






Olha a cara de felicidade deles!!